**"Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante para mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível." Fernando Pessoa**

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Bom fim-de-semana :)



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Uma visão sem acção é apenas um sonho.

Uma acção sem visão é apenas um passatempo.

Uma visão com acção pode transformar o Mundo!

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Ás pessoas que me acompanham,

Alegram os meus dias,

E me apoiam incondicionalmente,

Aquelas que sempre estarão no meu Coração,

Um Muito Obrigado por Existirem :)

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lágrimas Ocultas


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Se me ponho a cismar em outras eras

Em que rí e cantei, em que era querida,


Parece-me que foi outras esferas,


Parece-me que foi numa outra vida...


E a minha triste boca dolorida


Que dantes tinha o rir das primaveras,


Esbate as linhas graves e severas


E cai num abandono de esquecida!


E fico, pensativa, olhando o vago...


Toma a brandura plácida dum lago


O meu rosto de monja de marfim...


E as lágrimas que choro, branca e calma,


Ninguém as vê brotar dentro da alma!


Ninguém as vê cair dentro de mim!


Florbela Espanca

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quando o Amor chegar!



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Não adianta o amor procurar
Simplesmente ame!
O amor é que vai te encontrar
Onde e quando você menos esperar.

Seja no trabalho, na rua,
Ou numa mesa de bar!
Esteja bem ou mal vestida,
Esteja mal ou bem humorada.

Nem a pressa nem a ansiedade
Vai fazer ele chegar!
Muito menos a angustia pela espera,
No Lugar e hora certa ele vai te achar.

O amor vê com olhos
Diferentes dos nossos!
Ele vê com os olhos do coração,
Bem diferente do sentido da visão.

Ele vê com o olhar da intuição,
Que vê comportamentos, atitudes e emoção!
Vê com os sentimentos da alma,
que enxerga com seu olhar todo misterioso.

E quando você acorda de um toque de mão,
Você já está nos cheiros e toques da sedução,
Nos mistérios e labirintos da atracção
Sem pensar com a Razão, e sim com o coração.

Com poucos encontros e pronto
Vocês estão apaixonados!
Fazendo as coisas ridículas dos enamorados
Nos colos da Paixão ninando para o Amor o Coração.

Quando com um silêncio o seu efeito for maior que mil palavras...

...é porque encontramos o coração certo para comunicar!

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Gosto dos venenos, os mais lentos.

As bebidas, as mais fortes.

Dos cafés, os mais amargos.

E dos delírios, os mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí eu adoro voar!!!

Clarice Lispector

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Há um tempo...


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Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos!

Fernando Pessoa


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sábado, 24 de abril de 2010

It's MY Life :)





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Quero "vs." Utopia



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Quero o teu amor por toda vida
por isto jamais estarei convencida
que para sempre terei o teu amor.

Quero conquistar dia após dia o teu coração
ser a razão da tua emoção
o teu desejo de amar.

Quero ser a tua melhor companhia
nos momentos de dor e alegria
ouvir tuas queixas e conquistas.

Quero ser o teu chão firme
onde pises e confirmes
que aqui é o teu lugar.

Quero ser o teu travesseiro
onde te encostes e ligeiro
relaxes e possas descansar.

Quero ser o teu desejo
o prazer do teu beijo
a tua vontade de ficar.

Quero acordar sempre a teu lado
fazer-te o homem mais amado
e assim, todos os meus dias viver.

Quero sentir em ti a certeza
que a tua maior riqueza
é ter-me sempre contigo!

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Cada vez mais acredito que tal seja uma verdadeira utopia!

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Hoje é Dia do Livro


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Hoje é Dia do Livro.

Mas também Dia dos Direitos de Autor e sem eles não haveria livros.

A iniciativa é da UNESCO e celebrada em todo o mundo.

Felizmente e ao contrário do que tanta vez se diz, lê-se cada vez mais :)

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Dia Mundial da Terra



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A 21 de Março de 1970 proclamava-se, na cidade norte-americana de São Francisco, o Dia Mundial da Terra.

A celebração mudou de data a partir de 1990, passando para o dia 22 de Abril.

Quarenta anos volvidos, o dia continua a ser comemorado em todo o Mundo, em nome da reverência e da protecção da Natureza.

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terça-feira, 20 de abril de 2010

Mulheres que Amam de menos...



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Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.

Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.

Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.

Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.

Eu não escuto a conversa dele na extensão.

Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.

Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita. Se não for, é porque ele tem mau gosto

Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.

Eu não azucrino a vida dele.

Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?

Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existe são mulheres e homens que têm baixa auto-estima, que tem níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.

Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.

Martha Medeiros

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A Águia



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A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.

Aos 40 anos está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta.

O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!

Então, a águia só tem duas alternativas: morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.

Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo, sem contar a dor que irá ter que suportar. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar as suas velhas unhas.

Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.

Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes, e, outras coisas que impedem nossa vida e nossos vôos.

Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.


Um dia Iluminado para vocês!

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Cubo Mágico - 30 anos :)



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O Cubo de Rubik, que já foi matéria de capa da revista Scientific American, nasceu em Budapest, capital da Hungria. Seu idealizador e criador foi Erno Rubik, professor de design de interiores da Academia de artes e trabalhos manuais de Budapest.

Em 1974 o primeiro protótipo foi desenvolvido. Erno Rubik inspirou-se em quebra-cabeças já conhecidos, como o Tangram. No início a idéia parecia impossível criar um mecanismo para sustentar os cubos devido â grande quantidade de movimentos possíveis, mas Rubik acabou encontrando a solução enquanto observava despreocupado o curso do Rio Danubio numa tarde de domingo.

Em 1978 o cubo começava a ser produzido sem incentivos. Mesmo sendo inicialmente rejeitado, um ano depois, atingira uma publicidade tal que se podia ver pessoas entretidas com seus cubos nos trens, restaurantes, etc.

Sua explosão de popularidade iniciou-se em 1980, quando o cubo passou a ser um brinquedo internacional. Mesmo saindo da Hungria aos milhões por ano, a demanda não era contida, surpreendendo os industriais. Em 1981 a demanda cresceu exponencialmente. Foram criados centros de produção na China, em Hong Kong, no Brasil, entre outros.

O desejo de ver as seis faces do cubo organizadas atingia todas as idades e profissões. Foram lançados mais de 60 livros para ajudar tais pessoas. Nenhum outro quebra-cabeças teve tantos adeptos, o que o torna um brinquedo genial.

Em 1985 os direitos autorais sobre o cubo foram comprados por Seven Towns, que reintroduziu-o no mercado, obtendo muito sucesso. Atualmente Erno Rubik e Seven Towns trabalham próximos. Rubik está engajado a descobrir novos quebra-cabeças e continua sendo o principal beneficiado com sua invenção.


Fonte: http://www.rico.eti.br/rubik.htm

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A brincadeira preferida na minha infância!


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segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Fita Métrica do Amor



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Como se mede uma pessoa?
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.
É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

Martha Medeiros

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Dos ficantes aos namoridos


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Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegue-e-use, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.

No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.

Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.

Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.

Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.

Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".


Martha Medeiros

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domingo, 18 de abril de 2010

Cor de Mel



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Quando meus olhos
Com os teus se encontraram,
Não sei os teus olhos,
Mas os meus, se encantaram!

O que disseram não sei,
Mas eles se falaram.
Aos meus, eu perguntei,
Mas em respeito a ti, se calaram!

Dos teus olhos, não vi bem a cor,
Parecia-me cor de mel
Com pinceladas de amor.

Os teus lábios tremiam...
Talvez para confirmar,
O que teus olhos diziam!


Ubirajara


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Eça de Queiroz escreveu em 1871


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"Estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido!
Algum opositor do actual governo?
NÃO!"


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Intemporal!

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Colhe o Dia, porque és Ele...



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Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.

Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.


Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa


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quinta-feira, 15 de abril de 2010

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A consciência de uma planta no meio do Inverno não está voltada para o Verão que passou, mas para a Primavera que irá chegar.

A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos que virão.

Se as plantas estão certas de que a Primavera virá, por que nós – os humanos – não acreditamos que um dia seremos capazes de atingir tudo o que queríamos?


Khalil Gibran


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domingo, 11 de abril de 2010

Não...

video

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Não me provoque, tenho armas escondidas...

Não me manipule, nasci para ser livre...

Não me engane, posso não resistir...

Não grite, tenho o péssimo hábito de revidar...

Não me magoe, meu coração já tem muitas mágoas...

Não me deixe ir, posso nunca mais voltar...

Não me deixe só, tenho medo da escuridão...

Não me tente contrariar, tenho palavras que machucam...

Não me decepcione, nem sempre consigo perdoar...

Não espere me perder para sentir minha falta!

Clarice Lispector


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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ser Chique é uma Questão de Atitude...


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Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como atualmente. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que uns guarda-roupas recheados de grifes importadas. Muito mais que um belo carro alemão. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com seus imensos decotes. Mas que, sem querer, atrai todos os olhares, porque tem brilho próprio.


Chique mesmo é quem é discreto, não faz perguntas inoportunas, nem procura saber o que não é da sua conta. Chique mesmo é parar na faixa de pedestre e abominar a mania de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e as pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos. Chique mesmo é não se exceder nunca. Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar no olho do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados a mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.


Chique mesmo é honrar a sua palavra. É ser grato a quem lhe ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, mas ficar feliz ao ser prestigiado.


Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quanto que a vida é breve e de que vamos todos para o mesmo lugar.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se cruzar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem. Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!


Texto de o livro "A quem interessar possa", de Gilka Aria

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Eu e Tu!


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Dois! Eu e Tu, num ser indispensável! Como
Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,
Aspiram a formar um todo, — em cada assomo
A nossa aspiração mais violenta se ateia...

Como a onda e o vento, a Lua e a noite, o orvalho e a selva
— O vento erguendo a vaga, o luar doirando a noite,
Ou o orvalho inundando as verduras da relva —
Cheio de ti, meu ser de eflúvios impregnou-te!

Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,
O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,
O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,
— Nós dois, de amor enchendo a noite do degredo,

Como partes dum todo, em amplexos supremos
Fundindo os corações no ardor que nos inflama,
Para sempre um ao outro, Eu e Tu, pertencemos,
Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama...



António Feijó

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domingo, 4 de abril de 2010

Pergunto-te Onde se Acha a Minha Vida


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Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída.

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.



Cecília Meireles

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Eu Escolho!



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sábado, 3 de abril de 2010

When I Look At You

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Love always creates fear because love is death, a greater death than the ordinary death you know of.

In an ordinary death the body dies, but that is not death at all. Body is just like a dress; when it is tatty and old you change it for a new one. It is not death, it is just a change: a change of a dress, or a change of a house or abode. But you continue, the mind continues – just the same old mind in new bodies, just the same old wine in new bottles. The form changes but not the mind, the shape changes but not the mind. So the ordinary death is not a real death. Love is a real death: the body does not die but the mind dies, the body continues to be the same but the ego disappears.

If you love, you will have to drop all the conceptions that you have about yourself. If you love, you cannot be the ego because the ego will not allow love. They are antagonistic. If you choose the ego you will not be able to choose love. If you choose love you will have to drop the ego. Hence, the fear.

A greater fear than death grips you whenever you are in love. That’s why love has disappeared from the world. Rarely, very rarely does the phenomenon happen that love descends. What you call love is just a false coin: you have invented it because it is so difficult to live without love. It is difficult because without love, life carries no meaning; it is meaningless. Without love, life has no poetry in it. Without love, the tree exists but never flowers. Without love, you cannot dance, you cannot celebrate, you cannot feel grateful, you cannot pray.

Without love, temples are just ordinary houses; with love an ordinary house is transformed, transfigured into a temple. Without love you remain just possibilities – empty gestures; with love, for the first time you become substantial. With love, for the first time, the soul arises in you; the ego drops but the soul arises.

It is impossible to live without love, so humanity has created a trick. Humanity has invented a trick, a device. The device is: to live in a false love so that the ego continues on its own. Nothing is changed, and you can play the game of being in love: you can go on thinking that you love, you can go on believing that you love. But look at your love – what happens out of it? – nothing except misery, nothing except hell, nothing except conflict, quarrel, violence. Look deeply into your love relationships. They are more akin to hate relationships than to love. It is better to call them hate relationships than to call them love relationships.

But because everybody is living in the same way, you never become aware. Everybody is carrying the false coin; you never become aware. The real coin of love is very costly: you can purchase it only at the cost of losing yourself. There is no other way.

Be courageous, don’t be cowards. The real mettle of your being is tested only when love arises. Never before it do you know of what mettle you are made. In ordinary life, in the marketplace, doing this and that, in the world of ambition and power politics, your real mettle is never really tested. You never pass through the fire.

Love is the fire. If you are really gold you will survive it. If you are not real gold, you will be gone. But I tell you that you are real gold.

Trust me – pass through the fire. Hesitation is natural, but don’t make hesitation a barrier. Even with the hesitation, pass through it. In spite of the fear pass through the fire. And only through the fire will the rose of your consciousness flower. There is no other way.

Excerpted from Come Follow To You, Osho

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Feliz Páscoa


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As origens do termo

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.


Entre as civilizações antigas

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do Inverno para a Primavera, durante o mês de Março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira Lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do Inverno e o começo da Primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso Inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.


A Páscoa Judaica

Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.

Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.


A Páscoa entre os cristãos

Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no Domingo seguinte a Lua cheia posterior ao Equinócio da Primavera (21 de Março).

Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.


A História do coelhinho da Páscoa e os ovos

A figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinónimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa?
Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.


Fonte: http://www.suapesquisa.com/historia_da_pascoa.htm


Desejo a você uma Páscoa Abençoada,

cheia de Alegria e que

signifique Renovação!

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